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1. ECOS DO RISO

 

RESUMO: Este trabalho pretende investigar  no texto dramático “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, os ingredientes de um riso exemplar, ambivalente, construído com base na cultura popular tradicional e com matrizes universais.Delimito o   enfoque dentro do universo da cultura popular tradicional nordestina, utilizando as manifestações que tem uma relação estreita com o romanceiro ibérico e com a  literatura de cordel. Manifestações essas em que escondem os mais raros tesouros da composição de um riso atemporal e universal.

 

PALAVRAS-CHAVE: Riso,   Literatura de Cordel, Teatro Popular.

 

2. BERGSON E A TRADIÇAO CÔMICA

 

RESUMO: Este artigo procura identificar de forma incipiente algumas abordagens da tradição cômica sobre o riso e o risível que direta ou indiretamente, estão inseridas nas reflexões da obra do filósofo francês Henri Bergson: O Riso: ensaio sobre a significação do cômicoII. Apesar de algumas restrições ao ensaio, pode-se encontrar nos argumentos desse filósofo, reflexões que apontam para uma prática bastante interessante sobre o efeito do risível e o seu mecanismo de fabricação.

 

Palavras-chave: Riso, Comicidade, Tradição Cômica.

 

3. RAMAIS HEREDITÁRIOS DO RISO

 

RESUMO : Este trabalho procura identificar elementos matriciais na ancestralidade cultural do riso, que estão embutidas, em muitos casos, nas estruturas de  praticamente todas as comédias. O texto trata, de forma panorâmica, do sagrado e do profano nos rituais ancestrais, dos mitos e dos contos populares e dos bufões primitivos, com o intuito de levantar temas recorrentes, situações  e  tipos risíveis elementares, através de citações, ilustrações e classificações da tradição cômica. Este riso primordial derivou as farsas com suas mentiras, seus equívocos e disfarces, seus personagens ladinos e suas situações de zombarias

 

PALAVRAS-CHAVE: Riso, Comédia Popular, Teatro Popular.

 

4. O ATOR RISÍVEL: Procedimentos para cenas cômicas

 

RESUMO: Esta pesquisa é uma extensão das investigações do autor, realizadas em sua tese de doutorado em Artes Cênicas da UFBA. Nesta nova etapa de reflexão, o foco é a sistematização de procedimentos atoriais específicos na concepção de cenas teatrais cômicas, tanto numa perspectiva semioticista como numa perspectiva fenomenológica. Partimos da hipótese de que, embora essas duas perspectivas pareçam conflitantes em seus métodos de avaliação, elas se completam na apreensão do objeto risível. Inspirados nos argumentos do filósofo Francês Henri Bergson, em sua obra O riso: ensaio sobre a significação da comicidade, serão desenvolvidos com alunos do CEFETCE, participantes do Grupo de Pesquisa em Comicidade e Riso, exercícios de composição de matrizes corporais a serem inseridas em cenas cômicas. Segundo Bergson, o risível se estabelece quando percebemos nos atos cotidianos um desvio no sentido de uma mecânica: o mecânico colado no vivo. Por fim, através de procedimentos inspirados na abordagem Bergsoniana, tanto numa elaboração do risível significativo (perspectiva semiótica) e do risível absoluto (perspectiva fenomenológica) serão identificadas, pelas reações do público nas apresentações das cenas cômicas, possibilidades de realização exitosa por atores com pouca experiência em comicidade.
 
Palavras-chave: riso, comicidade, ator cômico
 
 
RESUMO :Este trabalho descreve diversos procedimentos para cenas cômicas,
desenvolvidos com atores-pesquisadores do grupo CRISE (Grupo de Pesquisa em
Comicidade, Riso e Experimentos do IFECE). Trata-se de jogos inspirados no principio do
Mecânico colado no vivo, abordado na obra O Riso: ensaio sobre a significação da
comicidade, de Henri Bergson. Nesse ensaio, Bergson adota que a comicidade acontece,
quando percebemos a vida desviar-se no sentido de uma mecânica. A partir desse princípio,
o Grupo Crise vem elaborando diversos jogos para construções de personagens, falas e
situações de cenas cômicas.
 
Palavras-chave: riso, jogos, cenas cômicas.
 
 
RESUMO : Ao buscarmos uma técnica para o ator cômico, esbarramos sempre em algumas indagações que dificultavam a pesquisa neste campo, tais como: será que existe esta especificidade de ator? Ou será que as técnicas criadas para um ator não especializado em um gênero teatral já contemplam o ator cômico?
 

Palavras chaves: riso, comicidade, ator cômico.

 

7. AS  RAÍZES  COMUNICATIVAS  DO  RISO NA CULTURA

 

RESUMO : Na essência, o riso é um reflexo físico-biológico, inato e, algumas vezes, instintivo, portanto pertencente aos códigos primários. Essa afirmação parece, à primeira vista, contrariar  algumas concepções nas quais o riso é uma manifestação do corpo  adquirida e aprendida socialmente.  No entanto,  tais concepções só passam a ser válidas, quando  o risível (objeto do riso) é tratado como texto, formado a partir de códigos terciários, inserido na  segunda realidade. Por outro lado, as contribuições de áreas do conhecimento como a Biologia,  a Antropologia e da Etnologia, para o entendimento da filogênese e da ontogênese do riso, foram por muito tempo  renegadas ao segundo plano. 

Pallavras-chave  : Riso, Cultura, Comunicação.

 

8. Quem ri por ùltimo, ri atrasado 

 

RESUMO: A experiência não se transmite, é individual. O discurso sobre o espetáculo nunca é o espetáculo. 

A  arte  tem  um  poder  enorme  de  elaboração  poética  metafórica.  Isto  corresponde  a  transcender  as significações objetivas, extrapolar as referências, conduzir a territórios polissêmicos, sinestésicos, transportar para mundos de possibilidades infinitas.  A relação de diálogo entre um corpo com outro possibilita uma experiência única, mas diferente para  cada  corpo.  Produz  pensamento  que  transforma.  Mergulhar  nas  possibilidades  do  corpo,  nesta perspectiva, não  seria nos  conhecer  internamente, mas  sim mergulharmos nos  extratos  sociais  e históricos que nos formam.  

 

Palavras-chaves: Comédia, Recepção, Riso